O Brasil deixou o grupo das dez maiores economias do mundo após registrar crescimento de apenas 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre. Com o desempenho abaixo do esperado, o país caiu para a 11ª posição no ranking elaborado pela Austin Rating, sendo ultrapassado pela Rússia e também pelo Canadá na comparação em dólares.

Segundo a consultoria, a saída do Brasil do “top 10” não está ligada a uma piora estrutural recente da economia brasileira, mas principalmente à forte valorização do rublo russo ao longo do ano. De acordo com os economistas da Austin Rating, o real também se valorizou e as projeções de crescimento do PIB brasileiro até melhoraram, mas não o suficiente para compensar o salto da moeda russa, que avançou mais de 39% em 2025.

O estudo utiliza dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e destaca que fatores como controles de capitais, juros elevados na Rússia e a perspectiva de redução das tensões da guerra na Ucrânia ajudaram a fortalecer o rublo. Ao mesmo tempo, o enfraquecimento do dólar, após cortes de juros nos Estados Unidos e expectativas sobre a política monetária americana nos próximos anos, também influenciou a movimentação do ranking global medido em moeda americana.

Além da queda no ranking por tamanho da economia, o Brasil também perdeu posições na lista de crescimento trimestral, ficando apenas na 34ª colocação, atrás de países como China, Portugal e Espanha. O contraste chama atenção porque, no início do ano, o país havia figurado entre os destaques globais, com expansão de 1,4% do PIB. O desempenho recente reforça o cenário de desaceleração e aumenta a pressão sobre o ritmo da atividade econômica nos próximos trimestres.

Confira ranking:

1º – Estados Unidos;
2º – China;
3º – Alemanha;
4º – Japão;
5º – Índia;
6º – Reino Unido;
7º – França;
8º – Itália;
9º – Rússia;
10º – Canadá;
11º – Brasil;
12º – Espanha;
13º – México;
14º – Coreia do Sul;
15º – Austrália.

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